sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Planejar é precisa para se obter o sucesso desejado







Planejamento é 50% de qualquer ação.
Quando estamos planejando, nossa imaginação e criatividade vem a tona. Você tem o costume de planejar suas ações, a curto, médio e longo prazo.

A partir da revisão desse ano que está chegando ao fim, podemos planejar o que desejamos executar para o próximo ano. Estabelcecer metas e tempo é fundamental para o sucesso de nossos projetos.

Em janeiro ministrarei um curso de Planejamento Pessoalpara 2012, os interessados entrem em contato pelo e-mail: marabaroni@hotmail.com

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Saber administrar sua vida off e on, o equilíbrio é fundamental






A globalização e a tecnologia viablizou grandes transformações nos últimos anos.
Todos nós temos acompanhado, desde tendências da moda, entretenimento até revoluções políticas pela internet. Um dos teóricos mais visionários e respeitados, Marshall Macluhan muito antes da internet existir, sinlizou o que viveríamos no seu livro: Os Meios de Comunicação Como Extensões do Homem de 1964 afirmou:

"Em suma, o computador, pela tecnologia, anuncia o advento de uma condição pentecostal de compreensão e unidade universais. O próximo passo lógico seria, não mais traduzir, mas superar as línguas através de uma consciência cósmica geral, muito semelhante ao inconsciente coletivo..."

O grande avanço tecnólogico, a internet e atualmente a adesão maciça da população às redes sociais, mostram que, o ser humano tem caminhado rápido e não há limites para sua evolução. Ninguém sabe onde vamos chegar. No entanto, apesar de tanta inovação, e quebra de paradigmas, pois estamos vivendo formas totalmente inovadoras e inusitadas de nos comunicarmos com o outro. Não podemos esquecer que o Homem, não mudou em algumas questões básicas como sentir, amar e desejar.

Partindo desse pressuposto, não se deve confundir vida online com vida offline. Uma não substitui a outra. Ambas podem coexistir positivamente, se houver equilíbrio para administrá-las. Chamo a atenção para a palavra equilíbrio, porque tenho observado um número significativo de indivíduos que têm dificuldade de viver 'offline'. Precisam estar constantemente conectados.

Recentemente assiti o filme genial Medianeira: Buenos Aires na Era do Amor Virtual do Gustavo Taretto, que mostra dentre vários sintomas neuróticos atuais como: síndrome de pânico e fobias, além da solidão, a dificuldade de jovens para relacionarem no real. Numa das cenas, o personagem principal, que trabalha em casa produzindo sites, marca um encontro com uma mulher que conhece em um site de relacionamento. A analogia que ele faz entre o encontro e um combo fast food é hilária. Por isso, não se deve confundir, nem supestimar as relações virtuais, elas são úteis e podem abrir várias possibilidades: no trabalho, no amor, etc. Contudo, as relações são mantidas no real, no dia a dia, conhecendo as pessoas com suas qualidades e defeitos.

Meu objetivo com esse texto, é apontar o quão tênue um prazer ou um recurso, pode virar um vício, um sintoma ou uma forma de fugir da realidade. Não se pode estar conectado o tempo inteiro, conexão exige um outro tipo de presença, mesmo que virtual. Quando essa presença vira obrigação e até mesmo compulsão, é essencial, refletir e perceber e se perguntar:- A "máquina" está controlando minha vida?

Os computadores, tablets e mobiles são objetos, quem dá poder a eles somos nós. O ser humano sempre teve necessidade de amenizar o peso de sua existência Tanto a filosofia, quanto a psicologia e a psicanálise sempre tentaram decifrar essa dor. Essa nova forma de se comunicar, por meio de redes sociais viabilliza muitas oportunidades. Pode-se aprender com outros povos distantes, se infomar com muito mais agilidade, divulgar nossas ideias para um número maior de pessoas e denunciar também o que não é correto.

Como profissional da Comunicação, vi o nascimento da internet e a utilizo há aproximadamente 15 anos, usei várias redes sociais como: mirc, netmeeting, ICQ, orkut... Ao longo desse tempo, conheci muitas pessoas, aprendi a adapatar meu trabalho para as mídias digitais e tenho muito prazer e receptividade a tudo que vem surgindo e deve surgir nos próximos anos.

Concluindo, viver online tem muitas vantagens. Porém, tudo isso é uma complementção e não só o único meio. Viver o real e saber dar pausas, para se estar off é poder também "curtir" outros prazeres. Afinal, um olhar, uma palavra, um abraço e um toque, nunca poderão ser substituídos.


Imagem: Google imagens

Productivity Future Vision (2011)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Conhece-te a ti mesmo"



Essa frase do famoso filósofo grego sintetiza a importância de nos conhecermos, pois, construimos nossas personalidades por meio de identificações conscientes e inconscientes.

Todos nós "carregamos" sabotadores internos, que são internalizados ao longo de nossas vidas.
Alguns já conhecemos muito bem, outros não. São esses, os desconhecidos, que muitas vezes atuam silenciosamente, que tem os efeitos mais destrutivos. Eles apontam nossos padrões negativos, como por exemplo: preguiça, procrastinação e insegurança.

O Mapa Noético é um excelente instrumento, utilizado durante o processo consultivo, que auxilia na identificação destes sabotadores. Nele, são levantados as crenças, valores, ideias e emoções que marcam e determinam as escolhas de cada um.


"Sócrates dizia ter recebido de Deus a missão de exortar os atenienses, fossem eles velhos ou jovens, a deixarem de cuidar das coisas, passando a cuidar de si mesmos. Tal atitude o fez dedicar-se inteiramente à filosofia e à prática dialógica (uma forma especial de diálogo, denominada maiêutica) por meio da qual ele fazia com que seu interlocutor percebesse as inconsistências de seu discurso e se autocorrigisse"

Na consultoria de gestão pessoal ou profissional, a consultora, atua também com a prática dialógica (maiêutica), pois, levando seu cliente a pensar, analisar e se corrigir, está viabilizando as mudanças desejadas, a curto, médio e longo prazo.

Autoconhecimento é fundamental para a correção de padrões antigos e criação de novos.


Referência bibligráfica:
http://educacao.uol.com.br/filosofia/conhece-te-a-ti-mesmo.jhtm
Acesso em março de 2011.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Festival Varilux de Cinema Francês

Um dos filmes mais tristes que assisti em minha vida. Incrível como tempo passa, mas a perversão humana é sempre atual...


Festival Varilux de Cinema Francês

segunda-feira, 13 de junho de 2011

COMUNICAÇÃO 2.0: O VIRTUAL CONSTRUINDO PONTES PARA O MARKETING DIGITAL: Imaginação




Imaginação

Imaginar deriva do latim imaginatio, que por sua vez substitui o grego phantasía. Ou seja, os
gregos nomeavam essa capacidade humana de fantasiar em vez de imaginar.

O filósofo Aristóteles, em De Anima (428a 1-4), foi o primeiro a abordar e fazer uma reflexão
teórica sobre o conceito de imaginação (phantasía). Para ele, imaginar era um processo
mental através do qual criamos uma imagem (phantasma). A mente humana não seria capaz
de pensar sem imagens. O ato de imaginar atua em todas as formas de pensamento.
Aristóteles distinguiu a imaginação, em primeiro lugar, da sensação, em segundo lugar, da
opinião. Imaginação não é sensação porque uma imagem pode existir mesmo quando não há
sensação. Imaginação não é opinião porque a opinião exige que se acredite naquilo que se
opina, enquanto isso não acontece com a imaginação, que, portanto, também pode pertencer
aos animais.
Imaginar ou fantasiar é uma prática que faz parte da organização psíquica de todos os seres
humanos. Não existiria a arte, a literatura, os inventos sem a imaginação. Ela é o primeiro
passo para a criação. Quando se fantasia, constrói-se uma primeira idéia do que se deseja
criar. Ao imaginar algo, o indivíduo tem a possibilidade de visualizar imagens,
independentemente da presença do objeto a que se referem.

Mcluhan (1964, p. 320) afirma que:
“a tarefa do escritor e do cineasta é a de transportar o leitor e espectador, respectivamente,
de seu próprio mundo para um mundo criado pela tipografia e pelo filme”.


Segundo Lacan (2005), a criação nasce da angústia. Este teórico defendia que só na falta o
desejo comparecia e esta sempre provoca angústia. O pensador enfatiza que os que conseguem
transformar essa falta/angústia de forma saudável, irá criar algo. Dizem que os escultores
imaginam sua obra, ainda pedra bruta, eles a visualizam antes de esculpi-las. Nascimento
(2010 )observa que “da mesma forma um escultor: ele não tem que só ter o dom de
transformar a pedra bruta em algo belo. Antes ele imagina e constrói, em sua mente, a imagem
do que ele vai construir. Pensa cada detalhe, cada lasca de pedra tirada tem um porquê”.
Partindo desse pressuposto, os artistas possuem uma angústia, na qual é transformada em algo
novo, criativo e muitas vezes transformador. Tudo que foi criado e que conhecemos, foi
anteriormente fantasiado.

Segundo Freud (1908/1969, vol. IX),
"Ao crescer, as pessoas param de brincar e parecem renunciar ao prazer que obtinham do
brincar. Contudo, quem compreende a mente humana sabe que nada é tão difícil para o
homem quanto abdicar de um prazer que já experimentou. Na realidade, nunca
renunciamos a nada; apenas trocamos uma coisa por outra. O que parece ser uma renúncia
é, na verdade, a formação de um substituto ou sub-rogado. Da mesma forma, a criança em
crescimento, quando pára de brincar, só abdica do elo com os objetos reais; em vez de brincar, ela agora fantasia."

Como tudo, as fantasias podem contribuir positivamente e negativamente, na comunicação
virtual. Positivamente, pelo fato de possibilitar a imaginação. Na propaganda, quando se
trabalha a incitação do desejo do cliente em comprar, a imaginação é fundamental.
Não é por acaso que a propaganda utiliza de tanta criatividade na elaboração de peças.

Barreto (2004, p. 123) assegura:
"A Propaganda é irracional, unilateral, discriminatória, apenas psedo-coloquial. Ela
persuade, move as pessoas: através de informações, ideologicamente verdadeiras ou não;
através da humanização, sincera ou não; através de simbolismos e folguedos freudianos;
através de erotismo e de promessas a todos os seus sentidos; através tantas vezes, de uma
atmosfera onírica, irreal,aquela atmosfera de lares felizes, de nenês, papais, mamães e totós
adoráveis, de juventude esfuziante em buggies que se despencam por praias ensolaradas, de
automóveis que estacionam perto de palacetes, iates, aviões a jato particulares... Tudo o que você quer, tudo de que você gosta, tudo o que você merece."

Já o lado negativo da fantasia diz respeito aos erros de avaliação em relação às pessoas que se
comunicam. Sem dados reais suficientes, é fácil enganar, manipular e até lesar. Sabe-se que as
relações virtuais nem sempre são confiáveis. A comunicação virtual não foge a essa regra,
portanto, o uso da fantasia pode ser benéfico ou maléfico, depende de quem a constrói ou
manipula. Baudrillard (1981) dizia que a verdade era oblíqua.

Para ele (BAUDRILLAD, 1981, p. 113),
"Todas as formas actuais de atividades tendem para a publicidade, e na sua maior parte
esgotam-se aí. Não forçosamente na publicidade nominal, a que se produz como talmas a
forma publicitária, a de um modo operacional simplificado, vagamente sedutor, vagamente
consensual (todas as modalidades estão confundidas aí, mas de um modo atenuado)."

O grande risco na comunicação virtual não é só imaginar o que pode ser muito diferente do
real, mas também a criação dos simulacros. Simulacro é um conceito criado por Baudrillard
para nomear tudo que é fingido, que se faz passar por outra coisa. Um exemplo de simulacro
são as revistas com imagens femininas, já não sabemos mais o que é real. Com o advento do
Photoshop, as imagens podem ser retocadas e até modificadas. As mulheres são lindas, porém,
mais que isso, são “perfeitas”. Da mesma forma, um anúncio de propaganda, um vídeo na TV,
podem prometer o máximo de eficácia etc., ou uma conversa em um chat e rede social, as
pessoas também podem ser “perfeitas”. De acordo com Baudrillard, vivemos o quarto estágio
da representação, “a hiper-realidade”, que se caracteriza por falsificar tudo na era pós-
moderna. Ao contrário de Lévy, ele critica a internet que, em sua opinião, cria uma hegemonia
da tecnologia da informação, transformando a vida humana em realidade virtual. Essa
transformação destruiria sentidos e significações, além de esvaziar o conceito de realidade.

Por isso Lipovetsky (1983, p. 106) chamou atenção de que:
"O tecnológico tornou-se pomo: o objecto e o sexo entraram, com efeito, no mesmo ciclo
ilimitado da manipulação sofisticada, da exibição e da proeza, dos comandos à distância,
das interconexões e comutações de circuitos, de «teclas sensitivas», de combinatórias livres
de programas, de existência visual absoluta ."

Trecho do capítulo:
COMUNICAÇÃO 2.0: O VIRTUAL CONSTRUINDO
PONTES PARA O MARKETING DIGITAL do e-book- Comunicação e Marketing Digitais.
Imagem: google imagens.
Baixem e leiam:
http://www.slideshare.net/MaraBaroni/cmktdigitais2011-8119920